O QUE PODEMOS ESPERAR DO FUTURO NA MEDICINA VETERINÁRIA?

Como prevenir o câncer de mama em gatas e cadelas

Sabe aqueles conflitos que sempre encontramos nas formulações de preços, e nas estratégias de cobrar nossos serviços aos clientes? Acreditamos que irão cessar com a pressão dos custos com a tecnologias e as demais estratégias crescerá no bolso dos veterinários. A tecnologia aprimorada traz custos elevados. Por exemplo, uma máquina de raio-X computadorizado, um scanner de ressonância magnética ou um tomógrafo apresentam custos altíssimos. Com melhorias tecnológicas e dispendiosas em todas as linhas de equipamentos laboratoriais, ferramentas cirúrgicas, endoscópios, etc, os preços dos atendimentos veterinário inevitavelmente precisam aumentar para atender esses altos custos operacionais. Pressões competitivas podem levar os veterinários a oferecer atendimento de menor qualidade, porém, acessíveis. O setor veterinário especializado, embora haja menos pressão imediata dos donos de animais de estimação, é um nicho que vem conquistando passos largos. Teremos um uso maior a nível de tecnologia. O uso diário cresceu significativamente na última década e continuará a crescer, com avanços em equipamentos de diagnósticos, monitoramento (durante a anestesia e as atividades diárias) e também para a terapêutica. A telemedicina terá um impacto maior, e um bom exemplo disso é a tecnologia vestível, como a “Fitbark para cachorros”. Já ouviram falar nessas novidades? Ficamos tão encantados com a tecnologia Fitbark já presente em 125 países (incluindo o Brasil) que decidimos usá-la como exemplo. Trata-se de um dispositivo pequeno, colorido que é anexado a coleira do pet e monitora seus níveis de atividade, qualidade do sono, distâncias percorridas, calorias queimadas, de modo geral a saúde e comportamento do animal de forma integral. A proposta da tecnologia é tão benéfica que recentemente fizeram uma parceria com a Animal Planet em uma versão do programa “My Big Fat Pet Makeover”. Os EUA tem 54% dos cães afetados pela obesidade, uma das epidemias que mais afetam os pets por lá. E a proposta da Fitbark é ajudar os pets a ficarem em companhia de seus tutores, auxiliando a construir grandes volumes de dados que serão cada vez mais úteis para monitorar a prevenção e a saúde dos nossos pacientes, como o sono, os níveis de ansiedade, alterações na pele, mobilidade, desconforto, etc. A tecnologia também está começando a ter um impacto benéfico no gerenciamento de carga de trabalho nas clínicas veterinárias, criando eficiências e serviços aprimorados para os tutores e nossos pacientes. Não podemos deixar de comentar sobre a possibilidade de transformação significativa das práticas veterinárias que já acontecem no Reino Unido por meio da corporatização na última década e essa tendência provavelmente continuará. Atualmente, cerca de 30% das práticas veterinárias são de propriedade de empresas, e espera-se que esse número aumente para 50% até o final de 2018, chegando talvez a um pico de 70% em cinco anos. Assim, a maioria dos donos de animais de estimação logo levará seus animais de estimação para clínicas pertencentes a uma entidade corporativa, e não pelo tradicional veterinário independente que administra sua própria pequena empresa. Essa mudança trará benefícios (por exemplo, economias de escala, protocolos eficientes, padronização dos cuidados), podemos ter expectativas em um futuro promissor, mas, essas mudanças de comportamento de mercado também podem ter riscos, como, por exemplo, um foco muito maior nos lucros, uma preocupação menor com a empatia, menor autonomia clínica dos veterinários, gerenciamento mais remoto dos acontecimentos do dia a dia com os pacientes. Então, este é um bom momento para dar aquela avaliada na sua empresa e atualizar seu planejamento?

 

Prof. Dr. Marco Antonio Gioso;
Esp. M.V. Karina Costa
FMVZ-USP Marketing Veterinário
Agromarketing@karinacosta.mktveterinario
http://www.usp.br/locfmvz