O ESTUDO DA ACUPUNTURA

Muitas pessoas procuram cursos de acupuntura para iniciar um novo caminho na profissão; nova especialidade para evoluírem em suas carreiras. Esta busca é essencial na vida do ser humano: progredir para atingir novos horizontes e realizar novas conquistas.

O Brasil é um dos grandes polos da acupuntura veterinária mundial com uma grande quantidade de profissionais trabalhando, pesquisando, desenvolvendo e procurando novas técnicas e novos caminhos na área. Desta forma o estudo da acupuntura veterinária têm atingido uma classe de excelência, com novas e viáveis possibilidades no nosso país.

A medicina chinesa, da qual a acupuntura faz parte, é cada vez mais explicada através do conhecimento cientifico ocidental, ficando cada vez mais fácil colocar o estudo da acupuntura dentro de padrões já conhecidos pelo médico veterinário, mudando o que antes, quando se iniciou a pratica no ocidente, era categorizado como “místico”.

Termos como Qi ou energia, podem ser explicados ocidentalmente no exemplo do ATP celular, que promove o metabolismo, e consequentemente a vida; os diferentes tipos de energia citadas na medicina chinesa, diferentes tipos de Qi, podem ser explicados como os diferentes passos metabólicos dos sistemas funcionais (ex: Qi nutritivo = substratos produzidos pela digestão como proteínas, carboidratos, lipídeos e outros) e até como o funcionamento micro celular da transcrição do código genético pelo RNA mensageiro a nível dos cromossomos, produzindo diferentes informações bioquímicase biofísicas para que a energia/Qi ou processo metabólico ocorra conforme a modulação genômica celular.

Assim, temos uma conexão que torna a medicina chinesa e a acupuntura atividades altamente científicas e modernas, atingido e explicando o que nos foi passado a milênios por sábios mestres orientais que explicavam através de sua forma de ver e de conceber o mundo.

Ensinar esta arte passou a se tornar algo mais complexo pois exige dos professores da área cada vez mais estudo, não só dentro da Medicina Tradicional Chinesa, mas também estudos dentro da citologia, bioquímica, biofísica, farmacologia, histologia e todas as áreas que envolvem a ciência de base e que muitas vezes são esquecidas ou menosprezadas pelo médico-veterinário.

Mesmo na área clínica já se pode explicar o efeito do uso de um ponto de acupuntura, ou de um fitoterápico, ou de um alimento na resposta imunológica e nutricional celular de um animal doente e sua evolução patológica e clínica, aproximando do clínico a explicação do que ele vê na prática pelas curas, às vezes consideradas milagrosas, que são obtidas pelo uso das técnicas de medicina chinesa.

Cabe ainda outra coisa importante no estudo e na prática do ensino da MTC para o médico-veterinário, a inter-relação psicossocial do animal, tutor e doença, que tem feito toda a diferença no sucesso de tratamentos. Baseando-se no conhecimento do universo, tanto espacial quanto terrestre que a medicina chinesa tem, o médico-veterinário deve começar a estudar e entender os caminhos que a doença percorre fisiológica e energéticamente, e compreender o seu relacionamento com o macro e microcosmo.

É possível ensinar estes processos aos profissionais veterinários, permitindo a eles atingir tratamentos e curas de uma forma que nunca antes haviam imaginado.

Mudar o mundo à partir do microcosmo até atingir a perfeita comunhão com o macrocosmo e melhorando a vida do indivíduo, do país, do planeta e do universo.

Por esse motivo que somos professores e por isso que desejamos cada vez mais propagar estes conhecimentos em curso, palestras, seminários e atividades clínicas por todo o mundo.

“O aumento do conhecimento é como uma esfera dilatando-se no espaço: quanto maior a nossa compreensão, maior o nosso contato com o desconhecido” Blaise Pascal